Eliminação na Libertadores pressiona finanças do Flamengo em 2026

Flamengo é eliminado da Libertadores e enfrenta desafios financeiros para 2026, entre déficits e incertezas no orçamento do clube.

24 DE OUTUBRO · 3 MIN DE LEITURA+5pontos pela leitura

O Flamengo viveu uma noite difícil na última quinta-feira. Após um empate em 0 a 0 no tempo normal, o Rubro-Negro foi eliminado da Libertadores pelo Estudiantes, nos pênaltis, no Maracanã. A eliminação frustrou o sonho do penta continental, mas trouxe impactos que vão além do campo. Mesmo sem prejuízo imediato, as consequências financeiras começam a surgir para o clube em 2026.

No planejamento orçamentário, o Flamengo vinha estipulando metas ambiciosas, incluindo alcançar ao menos as semifinais da Libertadores, fase em que foi eliminado justamente pelo Estudiantes. A diretoria contabilizava as premiações por desempenho na competição para embasar o orçamento do próximo ano, confiante em mais um projeto competitivo e vencedor.

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No entanto, o revés em uma decisão nas penalidades interrompeu essa projeção. Sem o bônus que um título ou uma campanha mais avançada poderia garantir, o clube perde uma importante oportunidade de reforçar receitas e, principalmente, de usar um eventual superávit para aliviar déficits acumulados em outras frentes financeiras.

Um desses déficits está na Copa do Brasil. O Flamengo caiu precocemente, logo na primeira oportunidade que teve, diante do Vitória. Essa eliminação precoce acabou reduzindo os ganhos previstos com premiações da competição, abrindo um buraco de aproximadamente R$ 16 milhões que o clube contava para 2026.

Outro ponto sensível está nas receitas oriundas das vendas de direitos econômicos de jogadores. O orçamento de 2026 previu aproximadamente R$ 250 milhões, mas as vendas até agora chegaram a R$ 171,6 milhões, gerando um déficit de R$ 78,4 milhões. A diretoria optou por segurar alguns atletas importantes, como Samuel Lino, Léo Pereira e Emerson Royal, com a ideia de apostar na busca por títulos em vez de equilibrar as contas via transferências.

Somando os déficits na Copa do Brasil e nas vendas de jogadores, o Flamengo acumula um rombo de R$ 94,4 milhões no planejamento financeiro para 2026. Para se ter ideia, o título da Libertadores sozinho vale cerca de US$ 25 milhões (aproximadamente R$ 125,9 milhões), quantia que poderia sanar esses buracos e ainda reforçar o caixa do clube para investir em outras áreas.

Apesar da eliminação, a equipe continua firme na disputa do Campeonato Brasileiro. O orçamento para o próximo ano prevê uma chegada ao menos na segunda colocação, mas é importante destacar que a diferença de receita entre campeão e vice no Brasileirão é pequena – em 2025, cerca de R$ 2,3 milhões. Ou seja, mesmo um título nacional não compensaria totalmente as perdas acumuladas neste cenário.

Além das dificuldades naturais da temporada, o Flamengo também enfrenta o desafio da renovação ou manutenção do patrocínio master, que hoje representa R$ 260 milhões por ano. O presidente Rodolfo Landim já alertou sobre a possibilidade de uma queda significativa nessa receita, que poderia chegar a R$ 400 milhões anuais, aumentando o peso da pressão financeira no clube.

Enquanto isso, o clima nos bastidores é de expectativa e ansiedade. A diretoria ainda não falou publicamente sobre a eliminação na Libertadores, e a pressão aumenta para que o time responda no Brasileirão e nas outras competições que disputará. Os próximos meses serão decisivos para o Flamengo se reorganizar esportiva e financeiramente.

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